Ilha da Queimada Grande: Por Que Apenas a Marinha e Cientistas Credenciados Podem Desembarcar
A elevação do nível do mar há 11.000 anos isolou milhares de jararacas-ilhoas em um rochedo de 43 hectares no litoral de São Paulo.
A trinta e três quilômetros da costa de Itanhaém, no litoral de São Paulo, a Ilha da Queimada Grande parece um refúgio tropical intocado, mas a legislação federal proíbe rigorosamente o desembarque de civis.
Há cerca de 11 mil anos, a subida do nível do mar isolou o morro do continente. Sem mamíferos terrestres como presas, a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) adaptou-se à copa das árvores e desenvolveu peçonha de ação ultrarrápida para abater aves migratórias antes que voem.
Desde a automação do farol na década de 1920, somente equipes da Marinha do Brasil e pesquisadores autorizados pelo ICMBio e pelo Instituto Butantan podem pisar na ilha, sempre acompanhados de médico e soro específico.
“Status Oficial: Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) sob tutela do ICMBio e da Marinha do Brasil.”— Dossiê Instituto Butantan & ICMBio
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